Sábado, 14 de Novembro de 2009

FINALMENTE!!!!

Cá estou eu, após meses e meses de tentar obrigar-me a fazer um post e a ser vencida de todas as vezes pela preguiça! Olá Internet! Olá 'O que dizes é música'! Olá possíveis (mas mais realisticamente imaginários) leitores! Cá estou eu, Newfound Opinion, para discorrer sobre música!

Por onde começar... Até parece que é pergunta que se faça. Quem me conhece sabe automaticamente a resposta; quem não me conhece passa a sabê-la agora: Beirut! Esta é a banda que ocupa metade do meu coração. Pequena introdução técnica: a banda é tecnicamente formada apenas por Zach Condon, rapaz de 23 anos (se não me engano, porque o seu aniversário é extremamente complicado de arranjar) nativo de Santa Fe, New Mexico, USA. Fez o seu primeiro álbum no seu quarto, com um daqueles pianos sintetizadores e com um microfone fatela, quando tinha 15 anos e sob o pseudónimo Realpeople. Esse álbum, intitulado The Joys of Losing Weight, nunca foi lançado mas, por obra e graça do espírito santo, está disponível para download em variados sítios da Internet (p. ex. aqui). Para quem conhece Beirut, ou para quem já lhes ouviu pelo menos uma canção, este álbum vai-lhes soar a estranho. Música electrónica, algo parecida com synth-pop dos 80's. Mas se ouvirem bem, e parafraseando uma amiga minha, "isto soa a Beirut, mas com puntz-puntz por trás". Moving on... Zach Condon saiu do liceu quando tinha 16 anos, e não fez mais nada do que pegar num dos seus irmãos mais velhos, pegar numa mala e num farnel e partir para a Europa, onde teve, salvo erro, dois anos a viajar por entre França, Balcãs, etc. Apaixonou-se por essa cultura musical e, em 2005, juntou perto de 30 pessoas e gravou "Gulag Orkestar", álbum influenciado por música balcânica e cigana, com muitos tambores, muitos trombones, muito barulho mesmo. Mas um lindo barulho! "Gulag Orkestar" foi rapidamente seguido, em 2006, por "The Flying Club Cup", este de raízes mais francesas, mais românticas, mais pacíficas. Os trombones continuam lá, mas agora o ukelele faz-se ouvir! De terceiro álbum ainda nem rumores há, e os portugueses ainda esperam pacientemente pelo privilégio de terem Beirut ao vivo no seu país, visto que a banda tinha 2 concertos agendados em terras lusas para 2008 (um em Sines e outro em Lisboa) que tiveram que ser cancelados, assim como toda a tour europeia, por motivos de doença de Zach Condon (mais especificamente exaustão, depois de ter estado praticamente 2 anos em tour).

Falando agora de EP's, estes sim já são em número decente! Ainda quando não tinha formado Beirut, Zach lançou um EP, desta vez sob o pseudónimo de 1971, com o nome de "Small Time American Bats". Já em 2006, foi lançado um EP "anónimo" em conjunto com a banda Calexico. 2007 foi um ano extremamente frutífero em termos destes CDs que não são nem singles nem álbuns; os Beirut lançaram três EPs: um em Janeiro (Lon Gisland EP), um em Fevereiro (Pompeii EP) e um em Junho (Elephant Gun EP). Já em 2009, provavelmente graças às imensas queixas dos fãs acerca da loooonga ausência de Beirut da cena musical, foi lançado um duplo EP, "March of the Zapotec/Holland EP", com uma parte de Beirut (March of the Zapotec - música altamente influenciada pela cultura mexicana) e outra de Realpeople (Holland - lembram-se? Realpeople era o tal pseudónimo que o rapaz tinha quando tinha 15 anos). Também em 2009 participaram na compilação "Dark Was The Night" com uma canção, 'Mimizan', e na banda sonora original do filme indie "Paper Heart", com a música instrumental 'The 11th Arrondissement'.

E depois de vos estafar com este texto, deixo-vos com 4 musiquinhas que, na minha opinião, fazem um apanhado geral daquilo que andei a tentar dizer em palavras.

1 - Realpeople - My Night With The Prostitute From Marseille (Holland EP)



2 - Beirut - Gulag Orkestar (Gulag Orkestar)



3 - Beirut - Scenic World (Lon Gisland EP)



4 - Beirut - The Penalty (The Flying Club Cup) - NOTA: não consegui arranjar a versão do álbum, por isso, deixo-vos com uma versão ao vivo que faz um 2 em 1: apresenta-vos a música e apresenta-vos La Blogothèque, da qual falarei com mais pormenor no futuro

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